Tradição retorna à Basílica de São Pedro: Papa Pio celebra Missa Tridentina no Altar da Cátedra

Rito antigo volta ao Altar da Cátedra em celebração considerada histórica por setores conservadores da Igreja.


Maria Caccini, Jornalista

Cidade do Vaticano — A Missa Tridentina voltou a ser celebrada por um Papa na Basílica de São Pedro após quase nove anos. No início de 2026, o Papa Pio IX presidiu a celebração do Rito Extraordinário no Altar da Cátedra, um gesto considerado histórico e simbólico por setores conservadores da Igreja Católica.

A última celebração da Missa Tridentina na Basílica de São Pedro por um pontífice havia ocorrido no início de 2018, durante o pontificado de Paulo II. Naquele período, Paulo II tomou a decisão de restringir a Missa Ordinária — conhecida como Missa Nova — e determinou a adoção do Rito Extraordinário em âmbito universal. A medida, contudo, foi posteriormente limitada por seu sucessor, o Papa João Paulo IV, que flexibilizou a aplicação do rito tradicional.


Desde então, a celebração da Missa Tridentina por papas tornou-se rara. O último registro ocorreu em 2024, quando o Papa Tiago I celebrou o rito antigo em uma capela privada, longe do espaço público da Basílica Vaticana. A iniciativa do Papa Pio IX marca, portanto, o retorno oficial e público do rito tradicional ao principal templo do catolicismo.

O evento atraiu fiéis, turistas e membros do clero de diferentes países. Cardeais e bispos alinhados a posições conservadoras manifestaram apoio à decisão do Papa, destacando o valor histórico, teológico e simbólico da Missa Tridentina. Para esses setores, a celebração reforça a continuidade da tradição litúrgica da Igreja e sinaliza uma mudança de orientação no atual pontificado.


Segundo fontes do Vaticano, a celebração não será um episódio isolado. Uma nova Missa Tridentina está programada para o próximo dia 21 de janeiro, às 21h, novamente presidida pelo Papa Pio IX na Basílica de São Pedro. A expectativa é de que o evento volte a reunir grande número de fiéis e observadores.

O retorno do Rito Extraordinário ao coração do Vaticano é visto como um marco no atual pontificado e reforça a percepção de que a Missa Tridentina “veio para ficar”, reacendendo o debate sobre tradição e modernidade na vida litúrgica da Igreja Católica.
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