“Sempre busquei viver meu ministério presbiteral com amor. Praticando e exercendo a virtude do amor e da caridade”: Novo Bispo Auxiliar do Carmo apela ao povo que abra os corações à esperança.
Olá, Dom Matteo, É uma Alegria estarmos presentes com o senhor.
Dom Matteo, como começou o seu apostolado e qual foi o chamado para iniciar esse caminho?
O meu apostolado começou com algo que soava de forma inquietante dentro de mim, como um chamado maior do que qualquer coisa que eu pudesse imaginar; algo que não sou capaz de expressar em palavras, apenas de sentir, com uma intensidade e um amor profundos. Esse chamado teve início no batismo, no qual o Senhor acreditou em mim apesar de minhas limitações e me fez instrumento do seu amor.
Como se definiu o caminho presbiteral exercido pelo senhor até aos dias presentes?
Sempre busquei viver o meu ministério presbiteral com amor, praticando e exercendo as virtudes do amor e da caridade. Confiei em Deus e deixei que Ele me guiasse e me formasse, por meio de uma vida constante de oração e de entrega. Coloquei nas Suas mãos a minha vida, o meu ser e, sobretudo, o rebanho que me foi confiado em cada paróquia por onde passei.
Como foi integrar o apostolado virtual do Habblet? Qual foi o desejo que o senhor sentiu em seu coração ao ser interpelado a participar?
Senti-me muito acolhido por Sua Santidade, o Papa Pio IX, e pelos irmãos do presbitério. De fato, acredito que todos somos uma família e que partilhamos o mesmo propósito: caminhar rumo ao Céu.
Ao receber a nomeação episcopal, o que sentiu em seu coração nesse momento? Como agiu diante da nomeação concedida pelo Papa Pio?
No início, senti um certo temor de não corresponder, com amor, àquilo que o Senhor me confiava. Contudo, coloquei-me de joelhos e rezei para que fosse feita a vontade d’Ele. Recordando as palavras de Santa Edith Stein — “ter coragem é ir com medo” — lancei-me com confiança e deixei que Ele me conduzisse. Senti-me, também, profundamente agradecido pela confiança do Santo Padre em meu trabalho, o que se tornou um incentivo para continuar servindo cada vez melhor.
Como exercerá, daqui em diante, o seu episcopado? Qual será o percurso a seguir a partir de agora?
Buscarei viver o episcopado da mesma forma que vivi o presbiterato: no amor e na escuta atenta da voz de Deus. Desejo consumir a minha vida como uma vela que se queima no altar até o fim da minha jornada, procurando reconhecer Deus em cada ovelha que me for confiada.
Sobre o pontificado do Papa Pio e as atuais reformas: como o senhor responde às recentes mudanças que estão a ser promovidas pelo seu pontificado?
Acredito que o Papa visa sempre o melhor para a nossa Igreja, e por isso estou com ele em todas as decisões que venha a tomar. Afinal, ele é a cabeça da Igreja e o Vigário de Cristo na Terra.
Qual é a sua opinião sobre o exercício do pontificado atual? O que o senhor acredita que pode vir a acontecer futuramente, especialmente no que diz respeito às decisões pontifícias?
Acredito que o Papa Pio está abrindo as portas da Igreja para que a caridade e o amor se difundam por toda a comunidade eclesial. Creio que, se dermos continuidade a esse caminho, no futuro nos aproximaremos cada vez mais do propósito de Cristo nesta terra: amar e levar a caridade a todos os lugares e cantos do mundo.
Qual é o apelo final que o senhor deixa aos leitores desta entrevista e que recomendação oferece para este novo ano que se inicia?
O apelo que deixo é para que possamos abrir as portas do nosso coração a Cristo, sem medo. Que busquemos sempre viver no amor e na caridade, compreendendo que, sem Deus, nada somos e que somente n’Ele se encontra a nossa verdadeira esperança. Que possamos permanecer sempre como peregrinos da esperança, portando Cristo vivo em nossos corações.
